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Concreto sustentável brasileiro ajuda a natureza e ainda economiza.

Concreto sustentável brasileiro ajuda a natureza e ainda economiza.

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Concreto sustentável é criado no Brasil

Quando se pensa em materiais de construção sustentáveis, talvez o concreto seja um dos mais necessários. Pois não bastasse ser produzido no Brasil, o interessante concreto sustentável, criado há três anos, está mais atual e indispensável do que nunca para a construção civil. Prova disso é o seu caráter ecologicamente correto e a capacidade de substituir materiais de construção convencionais, por vezes bem mais caros e prejudiciais ao meio ambiente.

O chamado concreto sustentável foi desenvolvido no Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, em São Carlos, pelo engenheiro elétrico e professor Dr. Javier Mazariegos Pablos. Sua vantagem para a construção sustentável em relação aos concretos tradicionais está no fato de o concreto sustentável reaproveitar resíduos sólidos industriais em sua composição ao contrário dos usualmente aplicados.

Ou seja, enquanto um bloco de concreto comum leva areia, cimento, água e pedra, o concreto sustentável é capaz de economizar 100% de recursos naturais. Segundo o professor Pablos, ele substitui 70% da areia natural por areia de fundição – aquela usada na produção de moldes de peças metálicas – e 100% da pedra por escória de aciaria – detrito que sobra da fabricação do aço –, além de reduzir consideravelmente o uso de água.

“O principal benefício do concreto sustentável para o meio ambiente é evitar o descarte inadequado de resíduos sólidos industriais, o que pode causar contaminação de solos e águas subterrâneas; além disso, proporciona-se a economia de recursos naturais”, completa o autor da pesquisa, que também explica que a areia de fundição é doada pelas fábricas, que descartam cerca de 400 toneladas dela por mês.

“Depois de tomar forma, o molde composto de areia e argila para a produção de peças de metal é destruído e apenas 10% do que sobra dele pode ser reaproveitado; o restante é descartado. O que significa que os dois lados ganham com o uso do concreto sustentável, já que para o descarte de areia de fundição, os aterros industriais cobram em média R$ 200 por tonelada, ou seja, doar é bastante vantajoso para as fábricas”, explica Pablos.

O concreto sustentável na prática

A aplicação do concreto sustentável não se iguala ao emprego do concreto tradicional, usado para fins estruturais. O produto ecologicamente correto é indicado somente para a produção de peças voltadas à pavimentação e aplicadas em guias, calçadas, mobiliário urbano e contrapisos. “Esse tipo de concreto é tão resistente quanto o convencional, mas como os estudos levam mais de 20 anos de observação do comportamento do material, não é aconselhável usar em outros locais, por enquanto”, adverte o docente.

Diferentemente de um bloco de cimento comum, o concreto sustentável também ganha em economia. Isso graças à facilidade em se conseguir a matéria-prima para a fabricação do material, o que reduz os custos e a torna bem mais em conta. Por isso, quando comercializado, certamente vai custar mais barato que os concretos normais. Antes, o produto precisa receber patente definitiva, que está em processo de aprovação.

De acordo com o professor Javier, o concreto sustentável desenvolvido por ele e sua equipe ainda não está à venda, mas uma prefeitura e duas indústrias já estão interessadas em comprar a patente. “Desde o início das pesquisas, o projeto nunca teve a pretensão de concorrer no mercado com outros concretos. Nosso objetivo final é melhorar as condições do meio ambiente e preservar os recursos que ainda nos restam”, completa o professor.

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FONTE: www.temsustentavel.com.br

POR: Michele Lopes

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