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A energia fotovoltaica e sua relação custo/benefício

A energia fotovoltaica e sua relação custo/benefício

01-Casa-com-sistema-de-energia-fotovoltaica_PixabayA energia fotovoltaica e sua relação custo/benefício

Entenda os ganhos, desempenhos e aplicações para a construção sustentável

Muito se ouve falar nela, mas nem todos sabem o que é e como funciona a necessária energia fotovoltaica, uma alternativa de energia renovável cada vez mais aplicada na construção civil. Também conhecida simplesmente por fotovoltaica, ela gera eletricidade por meio da luz solar – daí ser chamada, ainda, de energia solar fotovoltaica – e com o uso de células fotovoltaicas presentes em uma placa solar. E é exatamente de sua ação que vem o nome, já que a corrente elétrica é produzida somente quando os painéis são iluminados.

Considerada por especialistas uma das opções mais sustentáveis e promissoras, uma vez que faz uso de um recurso natural e infinito, a energia fotovoltaica é muitas vezes confundida com o também eficiente aquecimento solar. A diferença está em seu funcionamento: enquanto a fotovoltaica transforma a luz do sol em eletricidade com corrente contínua em 48 volts, a energia solar térmica transforma a radiação em calor, é aplicada em sistemas hidráulicos e os equipamentos são chamados coletores solares e não placas fotovoltaicas.

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Na prática, o processo de microgeração distribuída é interligado à rede de distribuição da concessionária, com paralelismo permanente por meio do uso de um inversor certificado pelo INMETRO e regulamentado pela resolução normativa 687/2015 da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica). Assim, a energia fotovoltaica é gerada e “vendida” para a distribuidora que, por sua vez, fornece energia de volta por um esquema de débito e crédito – ou seja, há uma compensação por medição bidirecional (compra e venda de kWh).

Existem dois tipos de sistemas de energia solar fotovoltaica. São eles:

– ON GRID: o mais comum atualmente no mercado, ele é conectado à rede elétrica (grid-tie) e possibilita ao usuário realizar a compensação de energia com a concessionária pública. Além disso, esse sistema é basicamente composto por módulos solares, um inversor de energia e alguns acessórios.

– OFF GRID: independe da rede pública e também é composto de módulos, porém, utiliza baterias estacionárias para acumular a energia solar captada durante o dia. Sua principal característica é o fornecimento contínuo, garantindo o suprimento de energia para os aparelhos conectados à instalação elétrica de um imóvel. É um grande substituto do gerador a diesel, o que ajuda a diminuir os impactos ao meio ambiente.

 

Você sabia?

  • Que a Terra recebe anualmente 1,5 X 1018 kWh de energia do Sol, correspondente a 10.000 vezes o consumo mundial de energia no mesmo um?!
  • Que a Terra recebe em apenas 12 minutos de exposição ao Sol o equivalente ao consumo anual de energia em todo o mundo?
  • Que o tempo de insolação no Brasil é de 2.200 horas/ano em Santa Catarina, estado de menor irradiação do país, e mesmo assim emite 30% acima da média de irradiação na Alemanha?
  • Que a energia gerada na área de 1m2 de Painel Solar Fotovoltaico, equivale à queima de 215kg de lenha, 66 litros de diesel, 55kg de gás e evita 56m2 de área inundada, segundo cálculos da Abrava?

 

Energia fotovoltaica no Brasil: cenário atual e vantagens

Você sabia, ainda, que se hoje nosso país estivesse crescendo a taxas anuais de 2% a 3%, viveríamos sob a ameaça de constantes apagões? A informação foi dada por Giulio Rolfo, diretor da Solar-Phós Energia, empresa nacional especializada na completa implementação de um sistema de energia fotovoltaica. Segundo ele, a escassez de energia atinge o brasileiro com despesas crescentes a cada ano e, por isso, ambientalistas sugerem que a sociedade encontre alternativas sustentáveis e economicamente viáveis para a geração de energia.

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Porém, entre os que pretendem implantar fotovoltaica no projeto de uma casa, empresa ou indústria, sejam eles profissionais da construção ou proprietários, é comum a convicção de que o fator financeiro é o grande obstáculo da prática. De fato, sua instalação ainda demanda custos elevados no Brasil, mas Rolfo explica que seus gastos variam muito e dependem de fatores como o consumo do imóvel; seu aterramento, que deve ser perfeito; e uma instalação elétrica equilibrada e de acordo com as normas técnicas vigentes.

“Os ganhos econômicos obtidos com um sistema fotovoltaico em relação ao convencional estão na redução da conta de luz em até 95% e no ROI (retorno sobre investimento), que varia de acordo com o consumo, mas gira em torno de seis a nove anos com um equipamento que tem vida útil de 25 anos”, observa. Rolfo também destaca as vantagens ecológicas da energia fotovoltaica, visto que além de um consumo menor com energia elétrica durante 19 anos, no mínimo, a tecnologia elimina a emissão de CO2 na atmosfera.

Na opinião do diretor da Solar-Phós, todos podem se beneficiar ainda mais com a fotovoltaica se houver a eliminação de impostos e taxas, fator que encarece a técnica. “As distribuidoras de energia elétrica têm que ter um incentivo para a compra e venda de energia. Hoje, elas apenas a distribuem. É preciso mudar a matriz energética e diversificar a maneira de geração. Se todas as residências gerassem energia elétrica por meio da energia fotovoltaica, teríamos uma necessidade de consumo do Sistema Integrado Nacional da ordem de 45%”, reforça Rolfo.

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O uso e instalação de energia fotovoltaica em uma edificação

Depois de conhecidas as vantagens e os processos do sistema de geração de energia fotovoltaica, a próxima etapa é entender como ocorre a sua implantação em um projeto de construção. O primeiro passo é contratar uma empresa instaladora capacitada e especializada na tecnologia, que fará uma visita ao local e gerará um relatório. Giulio Rolfo esclarece que essa verificação resultará em um relatório técnico de inspeção com permissão para utilização como parte integrante da usina fotovoltaica, justificada por um laudo de conformidade.

“É uma pré-qualificação obrigatória e que será cobrada pela distribuidora por exigência normativa da ANEEL, a qual visa garantir a segurança e o desempenho operacional de todo o sistema elétrico conectado à usina FV”, conclui. Para o especialista, em se tratando de obras, todo tipo de edificação pode receber um sistema de microgeração de energia fotovoltaica, seja ele residencial, comercial ou industrial e em uma área rural ou urbana. A restrição está apenas na área disponível para a instalação das placas solares.

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FONTE: www.temsustentavel.com.br

POR: Michele Lopes

 

 

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